...e da mesma forma como a musica me brinda com esta viagem...mergulhei, viajando nela também...num recuo que fiz para o futuro...num regresso ao presente...envenenado que foi este tal de passado...recente ainda nos sentires...silenciososo o quanto não basta, nas omições...fiz o que costumo dizer ao kiko, quando ele me diz que não está a encontrar algo que procura..."fecha os olhos filho..."..."olha, já encontrei papá..."...fosse para mim tão simples...fosse para mim tão sereno e confortável...mas sinto-me confortável nela, por isso me permito fechá-los...suspirando, o suficiente para me sentir a viajar...flutuando sem rede, nestas cordas, que não precisam ser vocais para me aconchegar...possivelmente, por ainda estar, teimosamente ou não, sem as sentir na necessidade de as usar...se abuso do meu Silêncio...ele é meu...pertence-me...e de facto, ninguém mo tira, a não ser na partilha que com o meu mais que tudo, tenho...exijo, mesmo que de forma silenciosa...peço, não vá o silêncio destoar com palavras mais amargas...que continuam a abrir feridas, ou a reabri-las...tal é a estupidez natural duma possível e inocente ignorância...resumindo, sem se darem conta...este Silêncio partilhado, não tão egoísta como o último que tive, é por isso bem mais sereno...procurando, mas não a mim próprio...desencontrando-me, mas não de mim...resta-me de facto, o prazer que tenho em escrever...mesmo que, logicamente, nem tudo o que escrevo, seja assim...prazeroso...mais parece processo penoso...nuns dias mais do que nervoso...noutros, até zeloso...noutros poderoso...o último foi mesmo medroso...ou merdoso...o que fazer realmente...se, quando vou fazer o cócó não fecho a porta...porque haveria de fechar esta...são de facto diarreias cerebrais...quem não as tem...das cerebrais e das outras...também elas silenciosas...a menos que tenhamos alguém que até aí ou nisso, nos partilhe momentos...de algum esforço, possivelmente...como ninguém me diz, "faz força que eu gemo..."...faço eu "ambos os dois"...então, e assim sendo...serei eu mais Homem se calar...serei eu mais Homem se falar...se calhar...ou nem por isso...viverei eu as coisas, ou os momentos de forma mais intensa, se as conseguir escrever...se só as conseguir escrever...não faço mesmo a mínima ideia...e ideias não me faltam...mas é mais ou menos com o que sentimos quando olhamos á nossa volta...se só recebermos...quem apenas dá, torna-se invasivo...e nós tornamo-nos evasivos, já que não temos para dar...se só dermos, até que a coisa não corre tão mal, mesmo que o exemplo aqui fique dúbio...o melhor, será sem duvida...ter sempre a noção de que se trata de uma Partilha...seja num amigo...num filho...num pai...numa mãe...num marido, que por ser partilha vira maridão...num amante, mesmo que o momento seja curto ou áquem do que alma pede...num inimigo, cuja palavra partilha tem outro significado, mais ou menos parecido como quando alguém deixa algo depois do falecimento...restam-me, a mim...as palavras...estas...que um dia brilham, e noutro são apenas e só uma sombra de algo, que brilhar é algo que já não acontece...lembrei-me das palavras, ou dos calares, depois de dois clicks...tal e qual o kanguru, fui dar a esta frase...sim, roubei-as...mas deixei contacto, não fossem chamar a policia...aliás...sejam as fotos, tirando as que fui eu a tirar, a musica e os videotubos...são postos por aqui, sem qualquer tipo de sensação de ilegalidade cometida...e se for, estão a ver aquela fila?pois...é extensa...vá, isto não é grave...grave mesmo será quando um Homem, mais nada terá a dizer...ou quando um homem, mais nada terá para escrever...e aí, a fila assusta mesmo...
"Escrever é usar as palavras que se guardam: se tu falares demais, já não escreves porque não te resta nada para dizer" No teu deserto...Miguel Sousa Tavares
até mais ler...palavras...não guardadas...ou vindas do deserto...
...mesmo que tenha sendito cada uma delas...e o que ontem, ao escrevê-las, não foi fantasia...hoje é pura ficção...claro que te vou buscar á escola filho...é já amanhã...o papá prometeu, "cumpe"...boa?eu sabia que esta musica me havia de escolher mais uma vez...e TU também MEU HOMEM DO LEME...cuja MÃO voltou...só que, há de facto dias em que um Homem se sente homem, quase nada...mas há quem diga que o nada não existe...existem sim, segredos...e possivelmente este foi apenas e só...mais um...
até mais ler...;o)
"No dia em que morri...
...senti no conforto, a dormencia que me acorrentava a Alma...me prendia a lingua...mas não me atava as mãos...as palavras não saíam...as memórias também não....o corpo, que me tem acompanhado ao longo destes curtos 37 anos de vida, abandonou-me...assim....sem uma única palavra, deixou-me ir pelo trilho que escolhi...depois de uma viagem simplesmente divinal, em que altos e baixos, com ou sem saltos, se depararam muitas vezes, com uma força ordinária, noutras extraordinária, deixaram de compactuar com o vazio imenso que nele se espelha, se espalha...no dia em que eu morri...chamei os meus quatro tesouros para junto de mim...e sem lhes conseguir dizer o que me ia na alma...apenas o olhar tomou conta do momento...para ti minha princesa, a certeza de que um dia, serás tu a ensinar a tabuada que de um dia para o outro, aprendeste...que a quem a ensinares, te peça..."mais mais, pergunta-me mais"...mantém esse sorriso lindo, essa forma de brincar, de jogar, mesmo que muitas vezes a força impere...sempre que a sensibilidade te invadir...toma bem conta da Mamã...dos que amas;...quanto a ti...se me perguntasses "consegues?"...ouvirias o Silêncio...não te saberia nem dizer "não sei"...a única coisa que sei, é que contigo, em ti, por ti, fui sem duvida o Homem mais feliz do mundo...pena é que deste fim de mundo, agora já não me faça(s) ouvir...sentir...já não te faça sorrir...rir...vir...aquecer...arrepiar...cansar...adormecer...acordar com um huuummm...agradeço-te, MESMO, a cada vez que te perguntava "já te disse hoje..."...e a cada vez que a minha rosposta a essa pergunta também era um "não...vais dizê-lo ou tenho que esperar...!"...as vezes em que a lingua, por ser o músculo mais resistente que temos, ter ficado dormente...de outra forma que não esta...com outra fórmula tão distante desta...esta não tem acompanhamento possível...e as forças estão e são inexistentes...agradeço-te todos os dias que viraram noite...todas as noites que se despiram, amaram e partilharam em cada dia...a companhia que foste...a companheira em que te tornaste...o beijo com que me saboreaste...o sexo que me melhoraste...o canasten com que me besuntaste...a paixão com que nos voaste...no dia em que eu morri...bem que tentei viver, sobreviver, reviver tudo isso...mas as cores, não eram cores...os cheiros não eram inalados como dantes...os sons entravam e saíam sem ficar nem um...as musicas, apenas me levavam onde um dia as senti como nunca...e como nunca mais as viria a sentir...sem ti...senti cada pedaço meu, desfazer-se como se de uma pasta viscosa se tratasse...transformando-se no vento...vento esse cuja brisa já só me secava a lágrima que por ti gritava...e sem ti, não tem mesmo lógica...nem essa lágrima...quantas vezes secámos a lágrima um do outro...quantas outras secámos o corpo um do outro, um no outro, depois de mais um prazeroso banho...quantas vezes nem o deixávamos secar, humidificando-o com nova dose já fora da banheira...enchiamos os gemidos pela casa inteira...agradeço cada canto e mais do que isso, cada recanto (re)descoberto...cada dia, em que o sol brilhou mesmo...a lua que em ti, me iluminou...obrigado munheca da minha munhaca...mas, no dia em que eu morri...quando olhava á minha volta, chamava-lhe casa, e não lar...não tinha nem canto nem lugar que quisesse explorar...apenas a cama para me deitar...o pc para conversar...comigo...por mim...em mim...parecia até justo, já que podia falar até ao fim;...para ti meu tesouro...a certeza de que ficas bem entregue...e quando tiveres saudades minhas...vem aqui...lê-me...sente-me...mas não só aqui filho...espero que me sintas tantas vezes, como eu tenho sentido o teu Avô...que sorrias sempre que me sentires...que me perdoes sempre que não me sintas...que cresças num lar...com uma família...que esse sorriso encante tudo o que tocar...que continues a dizer, a fazer, a brincar, a conversar, a rir, a partilhar...como tens feito até agora...com alma mesmo...no dia em que eu morri...não me achava merecedor de tal incondicionalidade...de tal amor...AMO-TE MESMO FILHO!!!;...no dia em que não me sentiste e eu morri...olhei-Te meu querido Pai...e sem nada Te dizer...pedi-Te a Mão...não ma deste...baixaste o olhar...e desapareceste...sem deixares no rasto, um sinal de que podia ir...não lutes...peço-te, por favor...não me peças para lutar...que eu também não...as forças que tenho, apenas me fazem querer ir em frente...culminei o que têm sido estes ultimos dias...estas noites intermináveis e frias...não mais vou sentir a dor...não mais vou chorar o amor...que não mais o voltei a sorrir...aos amigos...cuja presença já não lhes era presenteada, não culpem ninguém...nem mesmo a vocês próprios, por não terem percebido sinais que não existiram...não terem chegado a tempo, pois roubei-o para mim...acobardando-me na coragem que foi necessária;...á Tiazona...que, enquanto a felicidade nos juntou, foi Maternidade discreta...sempre com um sorriso...sempre com a mesa posta a cada visita...mesmo com todo o doce amargo com que a Vida lhe trouxe;...ao américo...á carlota jaquina...ao mário...á linda...á minha doce joana, que apenas nos separou o amor que eu senti por outro alguém...apenas o afastamento se exigiu por te ver sofrer meu kanguru lindo;...e ao "zé", que foi...neste mesmo dia, a ultima pessoa a sentir-me na voz...mesmo sem se dar conta de que o seria...obrigado mano, por insistires em fazeres, juntamente com as tuas princesas, com que a solidão não me abraçasse com toda esta força;...ao miguel, á ana...por serem diplomados em receber...em mostrar caminhos que, mesmo sendo os profissionais, sempre foram de uma entrega fantástica...tal e qual é a vossa equipa!!!agradeço cada momento em que me fizeram sentir responsável na atitude, mesmo na irresponsabilidade de a todos querer chegar, ou mesmo agradar...não seria eu se cruzasse os braços, e vocês é que me deram essa grandiosa camisola para vestir...mesmo que por algumas vezes a tivesse vestido do avesso, não foi por mal...falta de tempo para...just a "bighug4you";...no dia em que eu morri...não optei fazê-lo por ninguém...a não ser por mim...que tive sempre o quase como parceiro...por isso...o "até mais ler", será lido tantas vezes quantas aqui quiserem vir...fui apenas eu próprio...mesmo que algumas vezes impróprio nas palavras...não eram mais do que sentires...gritos sufocantes em cada letra, cada palavra...entrelinhas em muitas das reticências...rasguei algumas páginas, como qualquer um faria, num acto de raiva...escrevi o amor...partilhei momentos...e pelos vistos, a felicidade será isso mesmo, e nada mais do que isso...um Momento...tive o meu...partilhei-o sempre como se o não, não se encaixasse...e como se o nada não existisse...sempre como se fosse a primeira vez...nunca como se sentisse não ser a última...fui muitas vezes longe demais...noutras, fiquei áquem do que seria esperado...fui criança quando tive de me mandar para o chão...fui adulto quando me era exigido...fui amante com a essência que o tempo, a fantasia, a gulosisse, a entrega, a intensidade me permitiram...fui Homem tantas vezes, mesmo que isso hoje me pareça pouco...fui afinal, crescendo...fiz crescer também, mesmo que muitas vezes, apenas fosse a água na boca que é caracteristica da tesão que provoquei, sentindo...ensinei, aprendi, eduquei, desaprendi, caí, levantei, abracei, amparei, puxei, empurrei, amei, matei...no dia em que eu morri...poderá não ser mais do que uma ausência...não sabendo quanto tempo vai demorar...nem sabendo o porquê de estar a mergulhar...preciso mesmo de navegar...já que o remar não me voltará a cansar...dele renascerei...ou apenas e só...continuarei a ser um segredo...pois possivelmente, nele MORRI...e assim sendo..."
"se eu morresse hoje...o que me terias dito ontem..."
...amem muito...como se não houvesse amanhã...como se fosse a primeira vez...como se nada mais importasse...como se até ao fim do mundo se chegasse...digam-no!olhem para ele/a, e olhando bem fundo naquele olhar, digam-no...façam-no/a entender que, muitas vezes, o entendimento entre duas pessoas que se uniram, não é nada fácil de entender...mas...se a vida os juntou, porque não arriscar...baixar as armas...limpar as lágrimas, e dizer que sempre é melhor sentir cada lágrima que cai, ser limpa pelo amor que os une...peguem num avental...tirem a roupa...toda!preparem uma refeição...mesmo que, as segundas e terceiras intenções, estejam saborosamente á espera debaixo dele...do avental, claro...façam-no/a esperar...espicassem todos os poros que existem...façam-no/a sentir que depois do cruzamento de almas, a mudança que foi surgindo, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido...agradeçam, mesmo, por, a existência da outra pessoa, mesmo que com as imperfeições que o/a caracterizam, fazer parte da vossa vida...encham a banheira...acendam umas velas...aliás...acendam a casa de velas...mesmo!que não seja preciso acender nenhum interruptor...ponham uma musica que mais se adapte á serenidade de um momento, que de certeza, não se repete...aliás, nenhum Momento se repete...digam-lhe..."já te disse hoje que te amo..."...seja no silêncio de um abraço...seja num brilho de um sorriso...seja num suspiro que sai entrando...assim...na alma de quem está á vossa frente...mas não o façam só hoje...porque hoje é o ontem de amanhã...e há que renovar...inovar...partilhar tudo...tudo mesmo!!!um passeio...segurem-lhe na mão, mesmo que ele/a se questione se ainda saberá atravessar a rua, pela forma como a mão o/a aperta...surpreendam...um strip...uma massagem...uma mensagem que diz..."anda!apeteces-me!!!"e quando ele/a chegar a casa...encostem-no/a á parede...e não deixem que dali fuja!!!não poupem a roupa, as lojas agradecem...não o/a poupem...!é ali mesmo!!!digam..."daqui não sais cabra/ão"!!!és mesmo o meu aperitivo...a minha refeição preferida, o meu prato perdilecto...a minha água...(o sumo ou o leite, por completo)...a refeição espera...e olha, começou-se pela sobremesa...a mesa, mesmo já estando posta, o que lá está não azeda...sei lá...tanto momento bom, que a imaginação pode ter como cumplicidade...nada sereno, mas temos pena...pois temos á perna, a melhor refeição que nos podiam preparar...digam isso mesmo...que quem têm pela frente...vos alimenta, vos mata a sede...e é ele/a o motivo para, durante todo o dia, sentimos fome...que secura na garganta...o importante mesmo...é fazer com que, seja qual for o gesto...seja qual for o momento proporcionado...seja onde for...quando for...que seja hoje...como se fosse a primeira vez...e como se não houvesse amanhã...digam-no, ou façam-no, partilhem-no, saboreiem-no, degustem-no, gemam-no, apertem-no, segurem-no...!!! claro está, façam-no apenas e só, se houver reciprocidade...se esse alguém vos fizer sentir, que o/a amam mais do que ontem e muito menos que amanhã...é mais ou menos como este Momento da lara...seria apenas mais uma musica, mesmo que intensa...mas a entrega fez com que fosse algo realmente unico...para quem surpreende...e para quem é surpreendido...
...não há mesmo...a qualquer momento, esperando-se ou não, algo pode entrar e tudo destruir...e é bem mais fácil, rápido e eficiente, do que o tempo que demorou a construir tudo aquilo que se vê desmoronar bem diante dos nossos olhos...somos seres, cujas imperfeições, podem perfeitamente fazer alguém sorrir...podemos dizer uma palavra e mandar embora esse sorriso...os exércitos...os servidores...os programas...os partidos...os mundos...são postos em prática por seres tão humanos quanto falhados...os amores, só os reconheço perfeitos, nas plantas...no filho...e apenas enquanto as minhas imperfeições fizeram sorrir alguém...nem o silencio é perfeito...se não for partilhado, é um grito...já me senti tanta vez, a parte da imperfeição de alguém, tornando assim o momento mais do que perfeito...já me senti na perfeiçãocto, e o momento acabou por escolher a outra parte do pretérito...ou seja, poderia isto ou aquilo...já me senti verbo, substantivo e adjectivado, devido a imperfeições do passado...há no entanto uma palavra, que tem tanto de perfeição, como o aquém do que na altura se sente, quando se pensa...quando as imperfeições nos corroiem a alma...quando as perfeições nos fazem sorrir...sorrir?sorriria...já sorri!não sorrio hoje...e a palavra Saudade...que tantas vezes aqui escrevi...e até ela, é cheia de imperfeições...se nuns dias, temos os problemas de expressão perfeitos no encaixe...noutros, a imperfeição de nem sequer saber como a sentir, nos invade...nos abraça também...um abraço?abraçava e muito...já abracei!não abraço hoje...Saudade é de facto um Sorriso...um Abraço...uma lágrima?cairía....já caíu!e ainda cai...o silencio esse, é quase que perfeito no momento...mesmo que não seja partilhado, senti-me ao ler este texto...abracei-me ao sentir cada palavra...silenciei-me ao sentir-me imperfeito...suspirei-me ao mesmo tempo que me abracei...me senti...e me calei...pois uma coisa é o que se queria...outra é o que não se quis...e outra ainda é o que se sente...por isso, e neste campo...o sistema seria perfeito...foi perfeito...mas se já não se fala nele no presente, é porque seria...foi...mas já não há sistemas assim...obrigado miguel, pois a forma como tu fala, é realmente bella...
...acabar o mundo, como diz uma musica lindíssima que não esta...e a ponte que agora passo, desabar...que eu iria até ao fundo do mar, só para te dar um beijo, e pedir um ou outro desejo...era simples, mesmo que fácil não fosse...era morrer e renascer duma só vez...era pedir que me sentisses pois não me vês...era saber que já cresceste e que me lês...era saber que já tens respostas para todos esses porquês...meu tesouro...penso que foi a última vez que tive de ir, à agora outra banda, ao centro que comprova a minha existência desempregada... sabes... lamento profundamente que tenhas agora que ser seguido por alguém, dito especializado na matéria... ficaste com um trauma que não te pertencia ficar, pôr a pensar, e muito menos assustar...ainda hoje de manhã, mais uma vez fui culpado por isso mesmo...talvez a mamã tenha razão, ou perde-a por não querer ouvir a minha...seja justo ou não, já que podia ter-me antecipado a tal estupidez, e tirar-te daquele sítio que virou ausente na paz...não o fiz, e o que acabaste por assistir, foi á causa da consequência em que te encontras agora...tivesse eu fechado a mão e silenciado, e fá-lo-ia só para não acordares...mas mantive-a aberta..aberta para avisar apenas, que o barulho não podia mesmo existir, afastando todas aquelas investidas embriagadas...e não só claro, pois respeitei a filha que tem, afim de não ser apenas na visita a presença, não estarías mesmo nesta situação...ainda esta noite fizeste o que ultimamente tens feito...devido ao pesadelo, ao mau estar em que te encontras...quem dera que serenasses, para que os lençois, que são o menos, não tivessem de ser mudados a cada pique de medo teu...o pior mesmo, vai ser mudar o teu estar...o teu conviver...a raiva que ainda sentes no meio do medo...do pânico...hoje, ao contrário do que eras, não fazes amiguinhos com facilidade...não tens no olhar, a mesma meiguice que te era característica...o teu silencio, faz-me lembrar de tudo!!!tudo mesmo!!!ao ponto de ter a certeza de que, hoje, alguém pode dar graças aos santos, ou ao reiki, que tanto apregoa...e que só agora ande a estudar outras mentes...por voltar para casa sem ser com ajuda!!!o que faz com que isso aconteça, é o Respeito!!!o mesmo que esse alguém não teve por ti...pelo contrário, foi mesmo a forma que teve em me atingir!!!acordar-te...assustar-te...magoar-te...e deixar-te esse trauma!!!que te esqueças tu meu anjo, de tudo o que eu não pude evitar...que esse alguém não se esqueça MESMO, de tudo aquilo que consegui evitar...hoje...amanhã...e depois!!!que nunca saibas o que é o ódio filho...que não saibas mesmo...ainda para mais, se vier com a mesma força e intensidade com que veio um amor!!!e hoje, odiei como nunca amei...se te parecer confuso, é bom sinal...que nunca tenhas a certeza deste porquê!!!
...num incenso...que tem o calor ideal para que o meu estar, mude de aroma...envolvo-me numa vela...que tem a luminusadade suficiente para eu te olhar, ó barca...acendo uma musica...que tem o ingrediente exacto para que o rumo se tome...a pergunta é...para onde vai...para onde se, ou nos, conseguirá guiar...a experiência não é muita...mesmo que de repente, se ouça..."é pois"...se assim é, de que serve a experiência...onde está a essencia, a cada pegar de rumo...a cada içar de vela...o remo que tenho...está pesado...fecho os olhos, e nem assim...nem assim ele vem ter comigo...fiz dele, pedaço de tronco mal habituado...acostumado a que seja eu a pedir-lhe...já lhe pedi que tocasse para mim....tocou, e ainda toca...costumo ser eu a embalá-lo...ficando assim, mais forte...agora que, e uma vez mais, não encontro o norte...não sirvo eu de suporte...a musica que me embala, quase que não fala...e tem nesta mala, vários tons...é bom senti-los num fechar de olhos...é bom ouvi-los numa limpeza, cuja certeza é a de fazer bem á alma...ouço o mar...está longe, estou a divagar...mas devagar se chega, muitas vezes, onde só mesmo ele nos leva...só umas milhas depois nos eleva...onde nenhum outro local nos reserva...é sereno o calor...é silencio abrasador...a luminosidade essa, traz consigo o ardor...de quem, num qualquer canal de tv, sente o deja-vu, como historiador...narrador...mau actor...se a linha terminasse agora...se essa linha, fosse aquela ultima nota do lado esquerdo...não era tão grave assim...já percorri todas as teclas deste piano...suave no percorrer...sério como quem o toca quando sente....melodioso como é neste fechar de olhos com a lua...esta sonata que é o que também ilumina este navegar, pela janela...alegre como as partes desta divinal no quase...triste no agora...final a cada recomeço...a melodia...deslizante como é cada percorrer de mãos...intensa como cada suspiro que se dá, quando nos aconchegamos ao mar....a lágrima que agora salga um ou outro acorde, não é mais do que sentir...sentir apenas o que está a metade...assim são os acordes...por norma, á esquerda...depois as notas soltas...são a outra metade...soltas como quem não conhece um só lugar....soltam-se como se não quisessem conhecer mais nenhum...o que seria desta musica, se não tivesse uma das metades a piscar a unha á outra...metade...não se saberia como seria tocada a outra parte...não seria de facto a mesma coisa...não proporcionaria momentos tão calorosos...apenas cada um, poderia fantasiar...e aí, a musica não seria igual...ó barca...o incenso está a acabar...mesmo que ainda lhe saboreie todo aquele divinal aroma...a vela ainda está para durar..."que vela", perguntas-me tu...tens razão...também está apenas a metade...mas ainda lhe sinto a chama...que viagem esta...estranha...possivelmente por ter sido navegada a apenas e só, metade...vou sentar-me...e tocar-te...e sentir-te, mas sem metade...apenas num só...
...hoje calaram-se silencios, de forma, muitas vezes distantes...quase indiferentes...não fosse o dia que é, independentemente do sentimento que tenho, tentei disfarçar...pois um dia o tempo, pode parecer perdido...perdi-me nele...com ele...por ele...nele...num só sentir...mesmo que por mais de um lugar...mais dentro...talvez apenas do medo...não de naufragar, pois isso tanto tem de bom como de mau...é que o mundo, ou um mundo, pode levar-nos para longe de nós...desfazer os nós e voltar para perto não prescinde de uma coragem tal, que parece que não se tem medo nenhum...mentira...MENTIRA!!!não é preciso ter-se cão para fazer valer o provérbio...e um canário não tem essa capacidade...tem outras que o outro não tem...nem ele sabe de cor cada lugar meu...já também ele mudou de sítio algumas vezes...mas canta sempre...basta-lhe ver os primeiros raios de sol...gostava de ser assim...já que o medo, que muitas vezes se apodera de nós, não é mais que uma gaiola...não cantamos é tão bem...não cantamos...já que as asas, estão limitadas a um espaço, onde nem sequer o há para as abrir..."mesmo que a vida mude...os nossos sentidos..."...os sentires ficam, apenas mudam na forma...e a fórmula passa a requerer uma revisão...a Saudade é algo que...caramba, como dizer...como exprimir...como calar...como falar...algo que está guardado...por aqui...por ali...sempre considerei este espaço, o sítio ideal para poder gritá-la...tenho-o feito tanta vez...desfeito em muitos desses gritos...sorrindo no fechar do pano de alguns...pergunto-me...porque traz a saudade, o medo...não tem lógica...se só se tem saudades do que ou de quem amamos...porque nos acompanha ele então...porque nos deixa sem ter defesas e isso faz-nos falhar...tantos...mas tantos momentos, que só de os sentir no inicio, nos deviam dar uma força enorme...então, porque fico assim, atado em mim...possivelmente, porque nem toda a saudade nos sorri...será isso...não sei então, de cor, cada lugar meu...será que o tempo dói tanto assim...se calhar por isso custa tanto a passar...e os pequenos flashes que me vão aparecendo, não disfrutam assim tanto do tempo...não o saboreiam...mesmo que intensos, desfazem-se, desfazem-me, num gesto só...num só gesto, aparece o medo de voltar de mais um naufrágio...sem remo...ou já com ele na mão, mas ainda sem a presença de quem me faz "entender o rumo que a vida nos faz tomar..."...mas confesso...parece que arrancaram tudo o que já fui...como eu gostava de poder ancorar cada lugar meu...serenar num encher de uma banheira...num cantarolar uma musica, que podia até ser feliz, se sorrisse realmente ao ouvi-la...tentei mesmo disfarçar...quase que acreditei que fingia...que até fingi acreditando...afinal...o que de melhor eu sou...sou um Pai que se está a refazer Homem...a quem uma vez os sentidos foram mudados...hoje por exemplo...depois deste dia, cuja mágoa tentei esquecer, entrei na cozinha...e apeteceu-me fazer algo que aqui nunca fiz...saí para comprar o que me cheirou na falta, trouxe quase tudo e...relembrei dotes...reformulei ingredientes...salvaguardei outros, e outros houveram que foram inventados devido á falta...se o paladar e gosto de inventar continuam presentes...a dedicação não apareceu na totalidade...mesmo que pensasse para mim, "mereces pois!!!", era sozinho que ia saborear...sorri nalguns ingredientes...franzi o sobrolhos noutros, tentando saber se "ponho, não ponho"...huuummm...não fiquei a olhar para mim, como faz quem acabou de preparar um petisco...uma salada...um jantar...seja o que for, ou neste caso, fosse o que fosse, estava bom...a meu gosto, apurado como eu amo...dir-lhe-ia que estava quase divinal...que aqui não há mesmo falsas modéstias...e também são coisas que nos levantam o ego...que é aquela coisa que umas vezes até parece que temos...e noutras temos e não acreditamos que o é(go)...voltando á mesa...belo prazer este momento...e já que o mereço...e se me faz deixar, nem que por momentos, de ter medo de naufragar...porque não agarrar na âncora, e ir já pensando, no que fazer quando o tesouro cá vier...também ele deve ter saudades..."'tá muita bom papá!!!"...upsss...mais um medo que se foi...que o tempo que passo aqui, não se desfaça num gesto só...